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05
Jun
2017

Mercado Slow Fashion e o Futuro da Moda

Estamos vivendo em um momento onde a sociedade está ficando saturada do consumo extremamente exacerbado de bens materiais. A geração mudou e com ela surge um novo pensamento, o desejo de reduzir os danos materiais e imateriais contra o nosso planeta e aos seres humanos.

 

 

Esse novo comportamento começa a aparecer na alimentação que agora é mais saudável com a diminuição de consumo de produtos industrializados e a preferência por alimentos naturais como frutas e pratos veganos, na volta das práticas físicas como o aumento do uso de bicicletas não só como passeio, mas como meio de transporte para o dia-a-dia e o desejo de consumir o que é local, fazendo com que grandes empresas de moda e eletrônicos percam sua força.

 

Todo esse comportamento, assim como qualquer outro que já foi visto em outras épocas, é traduzido na moda. Diversas marcas estão acompanhando esse novo perfil de público, surgindo assim o termo Slow Fashion. Mas afinal, o que é Slow Fashion?

 

Em tradução literal, o termo significa Moda lenta, ou seja, que demora a passar. Vivemos por muitos anos escravos do mercado fast fashion que é representado por grandes marcas varejistas internacionais, como Zara, Forever 21 e C&A, e as nacionais Marisa, Renner, Riachuelo, Pernambucanas e Havan. Mas chegou o momento em que já é possível visualizar o “inicio do fim” desta moda rápida.

 

Mas o que diferencia os dois modelos de negócio? Uma das principais diferenças é no modo de produção. As peças de fast fashion são pensadas para mudarem de acordo com as tendências de moda a cada seis meses, ou seja, a moda é sazonal. Já as peças de slow fashion são pensadas para possuírem design mais atemporal, confeccionadas com matérias primas de maior qualidade para que durem muito mais tempo, sem haver a necessidade de mudança de acordo com a estação.

 

Outro ponto bem importante que diferencia esses dois modelos é a atenção que a marca dá para a sustentabilidade, não só na peça, mas como pensar no processo de produção e descarte de resíduos de tecidos e químicos. Grandes empresas do ramo fast fashion acabam nem pensando em como resolver esses pontos que são tão importantes para o meio ambiente.

 

E quando falamos em meio ambiente, falamos de pessoas também. As redes de fast fashion são as campeãs em denúncias de trabalho escravo. Em pleno século 21 nos deparamos com notícias de pessoas que trabalham em confecções em condições insalubres de trabalho com salários baixíssimos.

 

Esse modelo de "moda lenta" faz com que olhemos com outros olhos para quem produz nossas peças e de onde elas vêm, por isso o fato de consumir moda e produtos locais faz com essas análise seja feita com mais facilidade e qualidade.

Quem faz minhas roupas?

 

O caminho do slow fashion vem sendo trilhado de forma lenta, mas com passos firmes e já é possível sentir que o futuro será encarado de forma mais leve com um olhar mais atendendo aos males que nosso consumo desenfreado tem causado no meio ambiente. A dica é escolher melhor e comprar menos!

 

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